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LIMITE
Categorias
Longa-metragem / Silencioso / Ficção

Material original
35mm, BP, 120min, 3.340m, 16q, Vitaphone

Data e local de produção
Ano: 1931
Início: 1930.04.00
Final: 1931.05.00
Início de filmagem: 1930.05.00c
Final de filmagem: 1930.12.00c
País: BR
Cidade: Rio de Janeiro
Estado: DF


Data e local de lançamento
Pré-lançamento: 1931.05.17
Local de pré-lançamento: Rio de Janeiro
Sala(s): Capitólio, em sessão especial para o Chaplin Club


Circuito exibidor
Exibido no Rio de Janeiro, em 19.01.1932, no Eldorado.
Sinopse
"(...) um tema, uma situação e três histórias. O tema, a ânsia do homem pelo infinito, seu clamor e sua derrota. A situação, um barco perdido no oceano com três náufragos - um homem e duas mulheres. As três histórias são aquelas que os personagens mutuamente se contam. Na situação se esboça o tema que as três histórias desenvolvem. A tragédia cósmica se passa no barco. E para ele convergem as histórias. O filme começa no barco e no barco marca-se o seu tom. Os náufragos estão abatidos, deixaram de remar e parecem conformados com seu destino. Uma das mulheres dá um biscoito ao homem e conta sua história. A mulher foge da prisão com a cumplicidade do carcereiro, despreza-o, foge mas não encontra a paz. Tenta trabalhar - costurar - mas a monotonia a esmaga. Com a notícia de sua fuga, ela parte novamente. O homem reanima a outra moça caída no fundo do barco. Ela também conta sua história. Um casamento infeliz e desastrado com um pianista bêbado que toca em cinemas. A mulher sente-se esmagada pela monotonia e pela tirania dos laços de seu casamento. Recorda o homem em toda a sua degradação, desespera e foge. No barco, a primeira mulher tenta desesperadamente remar: mãos e remo são inúteis. Os outros dois olham-na, vencidos e conformados. O homem conta sua história. Ele, viúvo, tem um caso de amor com uma mulher casada. Há alegria e tristeza. Visitando o túmulo de sua esposa encontra o marido da amante que lhe diz que ela é leprosa. Desespero, angústia, terror - e fuga. No barco a água acaba. Um barril visto ao longe pode ser a salvação: o homem pula na água e não reaparece à tona. Em desespero a segunda mulher se atira à primeira, que a agride. Uma fica prostrada, a outra chora. Desencadeia-se uma tempestade - uma longa seqüência catártica que resolve o filme em termos de tema e ritmo. No mar calmo que retorna está apenas a primeira mulher agarrada a um destroço. Lentamente dissolve-se num mar de luzes". (FCDF/LMP)
Gênero
Experimental; Drama
Produção
Produção: Peixoto, Mário

Argumento/roteiro
Argumento: Peixoto, Mário
Roteiro: Peixoto, Mário


Direção
Direção: Peixoto, Mário
Assistência de direção: Cósta, Rui

Fotografia
Câmera: Brazil, Edgar
Assistência de câmera: Cósta, Rui
Iluminação: Brazil, Edgar

Montagem
Montagem: Peixoto, Mário; Brazil, Edgar

Dados adicionais de montagem
Montador de negativo:

Música
Música de: Satie, Erik; Debussy, Claude-Achille; Prokofiev, Serghei Sergheievitch; Ravel, Maurice; Stravinsky, Igor; Borodin, Aleksandr Porfirevitch; Franck, César
Trilha musical: Pedreira, Brutus

Locação: Mangaratiba - RJ
Identidades/elenco:
Breno, Olga (Mulher n.1)
Rei, Taciana (Mulher n.2)
Santos, Carmen (Prostituta do cais)
Schnoor, Raul (Homem n.1)
Pedreira, Brutus (Homem n.2)
Peixoto, Mário (Homem do cemitério)
Brazil, Edgar (Espectador adormecido)

Conteúdo examinado: S
Fontes utilizadas:
CB/Ficha Filmográfica
HH/FEB
FCDF/LMP
SPM/LMP
Fontes consultadas:
Cinearte
FCB/FF
AV/ICB
JN/Manivela
CA/AF
FSN/MCB
Observações:
O nome de <Brasil, Edgar> aparece grafado nos letreiros com a letra Z.
É de <Mello, Saulo Pereira de> a informação sobre a exibição especial para sócios e convidados do <Chaplin Club> no Capitólio. AG/50 CIN indica "no Capitólio e no Império" e, citando como fonte a crítica de O Globo de 11.01.1932, informa que houve uma "exibição privada" no Eldorado do Rio de Janeiro a 9.1.1932. As fontes utilizadas informam que o filme nunca foi exibido comercialmente.
O filme foi recuperado por iniciativa de <Rocha, Plinio Sussekind>. Os trabalhos de restauração, orientados por <Mello, Saulo Pereira de>, foram iniciados em 1958 e concluídos em 1971. Em janeiro de 2011, a <Cinemateca Brasileira> concluiu a restauração digital do filme.
Cinearte de 01.10.1937 informa que o ator <Carradine, John> teria levado uma cópia do filme para a Inglaterra.
FSN/MCB informa: "única fita brasileira que foi recolhida à filmoteca do MOMA/NY".
HH/FEB informa que <Costa, Rui> dirigiu e montou algumas cenas da seqüência da tempestade, filmada na <Restinga da Marambaia> e montada diretamente nos negativos. E acrescenta que o roteiro teve a colaboração não creditada de <Faria, Otávio de>.
JN/Manivela, p. 261, indica cenografia de <Costa, Ruy>.
FCB/FF indica no elenco <Bernardes, Yolanda>. Segundo Cinearte, <Bernardes, Yolanda> mudou seu nome para <Rey, Taciana>. Segundo <Mello, Saulo Pereira de>, o nome correto é <Bernardi, Yolanda> e o nome de <Breno, Olga>, <Alves, Alzira>.
Filme Pancromático Kodak tipo II (25 ASA).
Fotografias: Cinearte, 20 e 27.08.1930; 03, 10, 17 e 24.09; 08, 15 e 22.10; 12 e 26.11; 10, 17 e 31.12.1930; 14 e 28.01.1931; 11 e 25.02; 04, 11 e 22.04; 06.05.1931.
CA/AF informa que o filme foi exibido no ciclo de clássicos do cinema brasileiro realizado pelo <CEC> - <Centro de Estudos Cinematográficos> de Belo Horizonte. A mostra aconteceu de 07.05 a 11.06.1983, na sala Humberto Mauro.
CA/AF informa: "segundo alguns historiadores, o roteiro da fita foi escrito por Peixoto no navio que o trazia de volta da Europa em 1929. (...) Limite chegou a ser lançado em um cinema do Rio, em 1930, mas logo foi retirado de cartaz pelo seu próprio autor, em decorrência da reação desfavorável da platéia. Decepcionado, Peixoto não se interessou mais em exibi-lo, guardando consigo todas as cópias do filme. Mas, segundo se informa, Limite teria sido exibido numa sessão particular em Londres, em 1931, e foi elogiado por Eisenstein. Na mesma época foi mostrado em sessões 'fechadas' no Rio e depois disso apenas visto em projeções clandestinas na década de 50."
Em 8 de novembro de 2007, o <Comitê Nacional do Brasil> do <Programa Memória do Mundo> da <UNESCO> nominou o filme <LIMITE>, apresentado pela Cinemateca Brasileira e a Secretaria do Audiovisual / MinC, como patrimônio nacional brasileiro protegido em benefício da humanidade. Em 25 de março de 2008, o <Comitê Regional para América Latina e Caribe>, do mesmo Programa, chancelou a obra como patrimônio protegido no âmbito da Amércia Latina e Caribe.




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