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BONEQUINHA DE SEDA
Categorias
Longa-metragem / Sonoro / Ficção

Material original
35mm, BP, 115min, 3.000m, 24q

Data e local de produção
Ano: 1936
Início de filmagem: 1936.05.28
Final de filmagem: 1936.10.00
País: BR
Cidade: Rio de Janeiro
Estado: DF


Certificados
Certificado de Censura entre 01 e 15.09.1936, 35mm, 60m, trailer.Certificado de Censura, trailer, 120m, entre 01 e 15.10.1936.Certificado de Censura entre 16 e 31.10.1936, 3.000m.Certificado de Censura (renovação), entre 01 e 15.12.1941, 3.202m.Certificado de Produto Brasileiro: B0400161800000 de 07.12.2004.
Data e local de lançamento
Data: 1936.10.26
Local: Rio de Janeiro
Sala(s): Palácio-Teatro


Circuito exibidor
Exibido em São Paulo de 31.11 a 06.12.1936, no Odeon (Sala Vermelha); de 31.11 a 01.12, no Rosário; de 07 a 13.12, no Odeon (Sala Azul); de 14 a 20.12, no Brás-Politeama; de 21 a 27.12, no Paratodos e no Santa Cecília; de 31.12.1936 a 03.01.1937, no Capitólio; de 04 a 06.01.1937, no Paulista e no Central; de 11 a 13.01, no Lux; de 14 a 17.01, no Mafalda; de 28 a 30.01, no América; de 25 a 27.01, no São Pedro; de 21 a 24.01, no São Caetano; de 02 a 04.02, no Cambuci e no Recreio; de 08 a 10.02, no Astúrias; de 04 a 07.03, no Rialto; de 08 a 10.03, no São José e no Moderno; de 12.03 a 15.03, no São José e no Moderno; de 23 a 25.04, no Marconi; de 26 a 28.04, no Paraíso; de 13 a 19.02.1942, no Ópera e a 19.04.1942, no Oberdan.
Avant-première para a Associação Brasileira de Imprensa, segundo Cinearte de 01.10.1936.
Exibido em Lisboa a 27.10.1937, no Coliseu dos Recreios, Lisboa.
Exibido no Rio de Janeiro durante 5 semanas, no Palácio Teatro, segundo Cinearte de 01.12.1936. Em seu número de 15.03.1937 informa que o filme foi exibido em Brás de Pina - RJ, no Santa Cecília em seguida no seu número de 15.03.1937, informa mais uma vez que o filme foi exibido em Brás de Pina - RJ, no Santa Cecília.
Exibido no Maranhão, no Éden, segundo Cinearte de 01.03.1938.
Exibido em Prata - RS, sem maiores especificações de datas segundo Cinearte de 01.04.1938
Exibição em Alagoas, sem especificações de datas, no Roial, segundo Cinearte de 01.09.1938.
Exibido em Lisboa, Portugal, dentro da Semana de Cinema Brasileiro, segundo A Scena Muda de 16.11.1937.
Lançado em Curitiba a 18.03.1937, no Avenida e no Palácio segundo CEPA/CBCP.
Exibido na Argentina e no Chile, embora sem especificação de datas.
Sinopse
"Trata-se da estréia da heroína na alta sociedade carioca. Gilda de Abreu passa no filme por ser uma pequena francesa educada em Paris e chegada a pouco da Europa. É a estréia da jovem parisiense, bela e dona de ótima educação, reveste-se de estrondoso sucesso. Agita-se a elite, cortejam-na os homens, bajulam-na todos, e surgem os comentários: cada qual acha que tal distinção e educação, tais lindíssimos vestidos 'savoir-dire' somente em Paris se poderiam adquirir que aqui terra de botocudos nada de bom se faz. E afinal a jovem era brasileira tinha se educado no Brasil e suas lindas vestimentas nunca tinham visto uma agulha parisiense." (AG/50 CIN in CB/Ficha Filmográfica)
Gênero
Drama
Produção
Companhia(s) produtora(s): Cinédia Estúdios Cinematográficos Ltda.
Produção: Vianna, Oduvaldo; Jordão, Oscar; Gonzaga, Adhemar
Produtor associado: Jordão, Oscar
Assistência de produção: Monteiro, Nerval; Rocha, Manoel

Distribuição
Companhia(s) distribuidora(s): D.B.F. - Distribuidora de Filmes Brasileiros; Raul Lopes Freire - Portugal

Argumento/roteiro
Argumento: Vianna, Oduvaldo
Roteiro: Vianna, Oduvaldo
Diálogos: Vianna, Oduvaldo


Direção
Direção: Vianna, Oduvaldo
Coreografia: Oeser, Valery
Direção especializada: Abreu, Gilda de

Fotografia
Direção de fotografia: Brasil, Edgar

Som
Sonografia: Castro, Afrodísio Pereira de

Montagem
Montagem: Trigo, Luciano

Direção de arte
Direção de arte: Lopes, Murilo; Rocha, Manoel
Figurinos: Pontes, Armando; Monteiro, Alcebíades; Monteiro Filho
Cenografia: Collomb, Hipolito

Dados adicionais de direção de arte
Assistencia de cenografia: Monteiro Filho, Alcebíades
Maquiagem: Assis, A.
Penteados: Lino, José

Dados adicionais de música
Título da música: Ária de Lucia de Lammermoor;

Título da música: Bonequinha de seda;
Música de: Fontes, Nerbal;
Intérprete(s): Abreu, Gilda de;

Título da música: Serenata
Música de: Mignone, Francisco
Intérprete(s): Henriques, Augusto e Conjunto PRD-2
Instrumentista: Mariuza, Andrea (harpista);

Instrumentista: Lindberg, Yuco (solista) e Rosay, Madeleine (solista)

Identidades/elenco:
Abreu, Gilda de (Marilda)
Caminha, Delorges (João Siqueira)
Moraes, Conchita (Avó Valle)
Selva, Déa (Neta)
Cazarré, Darcy (Alfaiate Pechincha)
Rocha, Manoel (Mordomo de Mme. Valle)
Barboza, Carlos (Surdo comilão e o Dr. Leitão)
Henriques, Augusto
Magrassi, Nilza (Convidada, modista de Paris)
Vatnic, Luba (Segurando Oduvaldo Viana Filho no colo)
Corrêa, Apollo (Moleque Mosquito)
Ramalho, Marilu (Mme. Gouveia, que pede cheque a João)
Delor, Lucia (Secretária de João)
Sergio, Erico
Almeida, Julieta de
Corrêa, Alexandre
Araujo, Manoel F. de (Convidado grisalho)
Figueiredo, M.
Porto, Wilson (Irmão de Marilda)
Amaro, Maria (Convidada, modista de Paris)
Magrassi, Mira (Mme. Pechincha)
Maria (Empregada de Mme. Valle)
Leitão, Elza (Manicure de Pedrinho)
Santana, Dedé (Dublê de Gilda nas acrobacias)
Andréa, Zenaide (Convidada, modista de Paris)
Collomb, Julieta (Convidada, modista de Paris)
Cabral, Sadi
Lino, Maria
Olga, Antonieta (Convidada grisalha)
Carvalho, Castelar (Convidado no detalhe do beliscão)
Gonzaga, Alice (Menininha que chora)
Vianna, Didi (Mãe da menininha)
Monteiro Filho (Artista)
Ribeiro, Joaquim (Artista)
Morano, Paulo
Gonzaga, Adhemar
Corseuil Filho, Inácio
Maciel, Dustan
Balsemão, Mendonça
Silva, Francisco (Carpinteiro)
Lopes, Murilo (Contínuo do escritório)
Mariuza, ndréa
Amaral, Armando
Pimentel, Joaquim (Português cantor de fados)
Identidades/elenco:
Muniz, Maria
Mafra Filho
Rabelo, Francisco (Motorista de Delorges)
Silva, Nicia
Monteiro, A. Soares
Nicolas
Vidal, Barros
Brasil, Isnard
Barros, G. Monteiro de (No escritório de João Siqueira)
Grupo de cadetes da Escola Militar de Realengo, com autorização do Ministro da Guerra (No escritório de João Siqueira)
Oiser, Valery
Lindemberg, Yuco (Durante o bailado lê a história)
Rosay, Madeleine (Solista)
Amaral, Odete
Moema, Tamar
Pera, Manoel
Durães, Manuel
Salaberry, Mario
Alves, Miran D' (Imitadora de papagaios)
Mignone, Francisco (Regendo a orquestra)
Mignone, Francisco (Regendo a orquestra)

Conteúdo examinado: S
Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
CB/Ficha Filmográfica
AG/50 CIN
JCB/Chan
JIMS/OESP
CENS/DOU
EOQ/ASM
Cinearte
SVC/FBP
Site, Ancine, disponível em: http://sad.ancine.gov.br/obrasnaopublicitarias/pesquisarCpbViaPortal/pesquisarCpbViaPortal.seam, acesso em: 02.02.2018.
Fontes consultadas:
CS/FCB
AV/ICB
ACPJ/I
HH/FEB
ACPJ/75
JN/Imigrantes - Portugueses II
JFA/NCNM
Observações:
AG/50 CIN informa que o filme possui 3.140m e "(...) em <BONEQUINHA DE SEDA>, o mesmo técnico - <Queiroz, José> - havia feito as miniaturas superpostas no ângulo da câmara". Informa que houve uma exibição especial para o presidente da República, <Vargas, Getúlio>, no Palácio da Guanabara, Rio de Janeiro, embora sem especificação de data. "Tão entusiasmado ficou que enviou a <Gonzaga, Adhemar>, por intermédio de <Pessoa Filho, Epitássio>, a seguinte mensagem: 'Assistindo à BONEQUINHA DE SEDA sinto-me compensado pelo esforço que fiz amparando o cinema nacional'". A fonte apresenta inúmeras críticas ao filme; além disso há uma crítica negativa de <Cunha, Altamir>, do Diário da Tarde de Recife; mas em Cinearte de 15.07.1937 e A Scena Muda de 03.11.1936, apresentam-se comentários positivos ao filme. Informa ainda que o filme foi "sucesso de bilheteria e artístico" ficando assim "(...) cinco semanas em cartaz, atrasando todo o lançamento estrangeiro, batendo o recorde de bilheteria que naquela época pertencia ao filme português <SEVERA, A>." <Santana, Dedé>, indicada no elenco pela fonte, trata-se da irmã de <Colé> e <Muniz, Maria> é indicada como Miss Cinédia. "O filme estreou no Cinema Palácio (...) tendo como complemento o curta-metragem da <Cinédia> <SEMANA DA ASA>." "BONEQUINHA DE SEDA correspondeu a um considerável avanço técnico para o cinema brasileiro. Duas conquistas a registrar: o uso da grua, quando <Abreu, Gilda de> sobe a escada cantando acompanhada pela câmera, e o uso da chamada 'projeção por transparência', quando <Moraes, Conchita de> e <Selva, Déa> dialogam no interior de um automóvel. Na verdade as cenas de rua vistas através do vidro traseiro, haviam sido filmadas anteriormente e projetadas por trás do carro." Informa ainda que "A melhor marcação de luz, de cena para cena, foi obtida nos laboratórios da <Cinédia>, que passou a contar com copiadoras mais sofisticadas que as então existentes no país, com variação automática, e não mais manual. O diretor durante a filmagem ouvia o som que estava sendo gravado. (...) Pela primeira vez usa-se a 'maquete'". Segundo a fonte, o "(...) papel principal do filme era originalmente destinado a <Miranda, Carmen> que não pôde aceitar em virtude de outros compromissos. <Abreu, Gilda de> foi convidada, e o roteiro totalmente reescrito, para adaptar-se à personalidade de Gilda, que teve de fazer uma plástica nas maçãs do rosto, com um cirurgião sueco em São Paulo, pois nos testes do filme a artista aparecia com as maçãs fundas. <Mattos, Maria> grande comediante portuguesa, ia fazer o papel de Mme. Valle, porém <Gonzaga, Adhemar> sugeriu a sua substituição por <Moraes, Conchita de> que dá um show de interpretação no filme." A fonte afirma ainda que em "(...) 1975, foi feita a recuperação do filme sob supervisão geral, pesquisa e planejamento de <Gonzaga, Alice>." Por fim, informa que o filme "(...) inaugurou a primeira semana do cinema brasileiro em Portugal", sendo exibido no Coliseu dos Recreios.
SVC/FBP informa que o filme possui 3.217m.
Fotografia: Cinearte, 15.06.1936; 01.07; 15.07; 15.08; 01.09; 15.09; 01.10; 15.10; 15.11 e 01.12.1936.
CS/FCB inclui <Erico, Sérgio> e <Amaro, José> ao elenco e ACPJ/I acrescenta <Suzana, Clea>; <Moraes, Atila>; <Monteiro, Manuel> e o montador <Trigo, Luciano>.
HH/FEB indica a participação de <Brasil, Edgar> como figurante.
CEPA/CBCP citando Gazeta do Povo de 21.03.1937 informa que o filme foi exibido em programa duplo no Palácio com o filme norte-americano <SANGUE CIGANO> ("a maior criação de <Hepburn, Katherine>, a excelsa estrela da <R.K.O.>, com <Beal, John>, um novo astro que surge"). Informa, que os dados do filme são de "registro de versão em espanhol" e que houve "reexibição em 1938".
Cinearte de 15.10.1936 informa que o tango "Bonequinha de seda" foi interpretado por <Amaral, Arnaldo> e <Abreu, Gilda de>.
Os letreiros do filme ao indicarem o nome de <Porto, Wilson> no elenco especificam: "da <Escola Dramática>". Para Oscar Jordão, grafam como 'sócio-produtor' e assistentes: <Moreira, M. Neiva> e <Lopes, Murilo>. Para <Monteiro Filho> especificam 'figurinos de fantasia'.
<Abreu, Gilda> auxiliou na direção do <bailado final>.
<Guimarães, Rogério> e <Rosa, Helio> são os componentes do <Conjunto PRD-2>.




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